A Bíblia não é um livro religioso, ela é um
documento legal. É o Testamento da vontade de Deus. Jesus morreu para nos dar
direito a ele. E não só isso, mas Ele ressuscitou para se tornar o advogado que
vai se certificar se os “oficiais” trabalharão pelo nosso direito.
A
Bíblia não trata de uma religião, ela trata de um Rei, que tem um Reino, que
tem uma família chamada "Filhos de Deus", que existem para Ele e detêm
o direito sobre as coisas da Terra (Gn.
1:26).
A
palavra “domínio” vem do hebraico “radah”, que significa “autoridade do Reino;
governo do Reino”. Nós fomos criados com a finalidade única e exclusiva de
exercer domínio com autoridade.
Mas,
quando Adão cai, ele perde o domínio. Jesus vem para cá como homem para tomar
de volta o domínio perdido pelo homem Adão. Por isso, o apóstolo Paulo os chama
na Carta aos Romanos de o primeiro e o último Adão.
Agora,
o homem mais importante do contexto humano de Jesus foi João, o Batista.
Malaquias profetiza que alguém viria como precursor/anunciador do retorno do
Reino dos céus sobre a terra.
Então,
400 anos depois (Mt. 3), surge João
anunciando a chegada do Reino de Deus no deserto aos homens que o procuravam
que o Reino estava próximo. Em Mt. 4:13
Jesus prega a mesma mensagem que João estava pregando. E assim, em todas as
cidades seguia Jesus pregando a mesma mensagem:
·
O Reino dos céus:
(Mt. 13:5-11) Jesus estava trazendo um
ensino sobre uma das leis do Reino dos céus – a Lei da Semeadura. Cada país
opera pelo seu sistema de leis. Jesus chama de mistério essas leis do País do
céu.
O
ensino dele era para os homens aprenderem como ser beneficiados pelas leis o
Reino dos céus. (v. 19) Eu lhes darei
"as chaves" do Reino... No plural! Elas são princípios que abrem as
portas do céu, trazendo o que tem lá pra cá.
·
Três princípios dos reis:
1) Coroa: presidentes não usam coroas, somente reis;
2) Cetro: representa autoridade;
3) Símbolos e selos: mostram a quem interessar a marca
desse rei.
Dos
três, o mais importante é o cetro. A coisa mais importante de um rei é sua
autoridade. (Et. 4:9-11) Ester era
rainha. Ela tinha uma coroa, seu anel tinha o selo, suas roupas eram bordadas
com o símbolo real, mas, ela não tinha o cetro.
Somente
o rei tinha o cetro. E era do cetro do rei que ela dependia para a vida ou para
a morte. O cetro é o que protege. Como
rainha, Ester tinha poder. O detalhe é
que a autoridade é mais forte do que o poder.
(Sl. 110:2) A coroa não rege sobre os
inimigos, quem faz isso é o cetro. Satanás
não teme nossa coroa, nem nossos símbolos; ele teme nossa autoridade. Todos
os seres humanos nasceram pra serem reis e rainhas nessa terra, pela autoridade
de seu cetro de justiça. Por isso o Apocalipse o chama de Rei dos reis.
·
Todos nós temos duas classes de autoridade:
1) Autoridade pessoal: todo ser que
respira tem sua autoridade. Os pássaros têm a autoridade do vôo; os peixes, do
mergulho; as sementes, de fazer brotar a árvore. A autoridade de todo homem são
os dons, o talento e a habilidade que Deus nos deu para fazer algo especial.
Mas
tudo isso depende da: 2) Autoridade Divina: todo dom precisa de autoridade divina para funcionar
legalmente. Definitivamente, entenda uma coisa: autoridade não é poder, e poder não é autoridade.
Poder é habilidade; energia; força. Autoridade é a permissão e o direito
para alguém utilizar o poder. Até o poder precisa de algo superior a ele. Sem a
autoridade, o poder é ilegítimo. Deus
fez todas as coisas para que cada uma delas se submeta à outra:
A semente tem o poder de gerar a árvore, mas ela tem que se submeter ao
solo pra poder liberar a árvore. O peixe tem o poder do mergulho, mas fora da
água seu dom não funciona. Então, um dia, o peixe disse: "Eu sou bom demais pra ficar submisso à água".
Ele pulou fora do rio... Morreu! A mesma coisa fez a planta que tinha o dom de
dar a beleza da flor; ela quis ficar independente da terra... Morreu! ESCUTE:
·
A fonte de todo poder e o lugar mais seguro
da terra é estar debaixo de autoridade:
Nenhum poder é legítimo e nenhuma posição é segura fora de autoridade. Não busque o poder, busque a autoridade. Jamais se coloque debaixo de algo que tem poder se não tiver autoridade. O maior problema nosso é esse: amamos o poder, mas temos asco da autoridade.
Talvez porque um dia nós tenhamos tido
uma amarga experiência debaixo de alguém exerceu sobre nós poder, ao invés de
exercer autoridade. Isso acontece muito em famílias, empregos, ambiente
escolar...
A autoridade verdadeira não impõe, não oprime,
não manipula, nem obriga ninguém. A verdadeira autoridade:
- Não busca se beneficiar do seu sucesso;
- Não te usa pra promover a si próprio;
- Não espera nada de você além de seu sucesso;
- Não se alimenta do povo, ela alimenta o povo;
- Diminui a si próprio para que você cresça;
- Treina você, para que quando ele se for, obras maiores você faça;
O que significa se submeter a
uma autoridade?
Submissão significa confiar no caráter, na credibilidade, na moral e no
sistema de valores de outra pessoa. É andar debaixo da missão e da direção
dela. Significa abrir mão da sua maneira pra seguir a instrução, a disciplina,
a correção e o conselho que aquela pessoa vai te dar. Ela faz isso pra te dar
proteção, às vezes, de si próprio.
Não se submeta a qualquer
pessoa. Veja se ela foi
testada pela prova do caráter; se ela é firme nos princípios que acredita. Promoção
acontece quando teu líder te corrige e você, ao invés de amargurar, acata a
correção e corrige a rota.
Foi o que Jesus fez com Pedro. Ele tomou uma bronca de Jesus, calou-se e
submeteu-se. Depois que Jesus partiu, Pedro se torna o primeiro grande
apóstolo, com uma pregação poderosa e com a unção dos sinais e prodígios de
Jesus.
Quando o líder corrige, estamos sendo
testados. Nunca transfira autoridade pra quem não recebe correção. É a
autoridade que respalda o poder a ser legítimo.
(Mt. 8:5) O centurião não era um judeu, ele era um
pagão. (v. 6-10) Jesus ficou pasmo.
Todos queriam que ele fosse a sua casa. A resposta que aquele centurião deu foi
a mesma coisa que dizer:
"Eu estou te observando,
Jesus. E o teu segredo não está no teu poder. Eu sei o quanto pode um homem
como eu, que anda debaixo de sua autoridade. Quando eu mando um soldado meu ir,
ele não ouve a minha voz, ele ouve a voz de César. Por isso me obedecem! Eu sei
que se você der uma palavra à doença sairá, porque ouvirá a voz de Deus!".
Jesus sempre soube que o poder que Ele tinha não era o segredo do seu
sucesso, mas sim estar debaixo da autoridade de Deus: "Faço e digo aquilo que ouço do meu Pai. Não
faço o que tenho vontade, faço o que meu Pai me manda fazer”.
·
Por que o ministério de Jesus só manifestou
aos 30 anos?
Nenhum homem judeu pode receber o título de rabino (mestre) – por mais
estudado ou sábio que seja – antes dos 30 anos de idade. Por isso, o homem
Jesus, mesmo sendo o Deus Filho, ficou submisso aos pais terrenos estudando e
se preparando, mesmo sabendo quem era e qual era sua missão.
O primeiro ato de Jesus no seu ministério não foi uma demonstração
pública do Seu poder; Ele foi e se apresentou à “bola da vez” na Terra – João,
seu primo (às vezes, temos que nos submeter a membros de nossa família, talvez
mais novo do que você).
(Mt.
3:1-2, 13-17) Todo poder estava em Jesus. Como Deus Ele era o Criador de
João, mas, na Terra, ele vai até João, para quem Deus Pai havia entregado o
cetro, e, apesar de ter o poder, submete-se à autoridade dele.
Quando Jesus se submeteu a
João o céu se abriu e Deus o confirmou publicamente como Filho. Aprenda essa
lição:
1) Deus só confirma como filho – herdeiro do
poder – quem se submete à autoridade que Ele estabeleceu;
2) O Espírito desce sobre ele: Todos nós já
temos a presença Dele, mas quando você se coloca debaixo de submissão, Ele te
empodera com a unção do Espírito Santo;
3) Uma voz vem do céu e anuncia quem Ele era: Jesus
não precisou dizer quem Ele era ou ficar exaltando suas qualidades. Se você é
submisso à autoridade, o próprio Deus o exalta!
4) Ele obedece a voz do Espírito Santo e vai para
o “vestibular do deserto” pra ser provado e aprovado. Só depois de vencer as
tentações do diabo que Ele dá início ao seu ministério de poder.
(Lc. 20:1-8) Os fariseus, quando o questionaram sobre sua
capacidade pra ensinar não perguntaram "com que poder ensinava", mas
com que "autoridade" fazia.
Imediatamente ele invoca os faz lembrar
que, antes de começar a pregar, Ele se colocou debaixo da autoridade de João. A
forma que Ele anunciou isso foi com uma pergunta. Eles se calaram, porque
sabiam que João representava a autoridade do céu!
Em outras palavras, Ele disse: “Eu me submeti a João e ele impôs sua mão
sobre mim transferindo autoridade para mim. João agora é morto, então...”.
FIM!
FONTE: Pr. PauloRenato
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